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Entrevista com Matheus Pereira, brasileiro na J-League 1: “O futebol japonês é mais técnico e rápido que o brasileiro.”

Desta vez conversamos com Matheus Sousa Pereira (24, Rio de Janeiro, Brasil), novo jogador do Oita Trinita na J-League-1 (primeira divisão do Japão). Discutiremos com Matheus Pereira suas primeiras impressões antes de começar a jogar futebol no Japão. Pela situação causada pelo coronavírus, a entrada no país ten estado atrasada há quase dois meses, mas finalmente conseguiu entrar. O Pereira foi sempre amigável e próximo, pelo que lhe agradecemos desde já.

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Entrevista com Matheus Pereira

Nacho: Você é um jogador que vem mostrando uma grande progressão, chegando à Série A em 2020. Como foi o processo que o levou a contratar finalmente por um time japonês?

Pereira: Foi tudo muito rápido, estava fazendo um bom campeonato na série A quando meus empresários avisaram sobre a proposta do Oita.

N: O que você sabia sobre a J-League e o Oita Trinita?

P: Todos os brasileiros que eu perguntei falaram muito bem do Japão e da J-league. Sobre Oita eu vi a estrutura e o projeto do time e gostei muito. Espero poder estar junto dos meu novos companheiros mais rápido possível.

N: Você já conhecia o Henrique Trevisan do tempo no Figueirense, certo? Você conversou com ele quando surgiu a oportunidade de ir para o Japão, ou foi uma surpresa de acabar no mesmo time?

P: Fizemos a categoria de base juntos, foi uma surpresa de ir pro mesmo time. Quando soubemos ficamos muito feliz, porque vamos poder ajudar um ao outro.

Henrique Trevisan (24, Umuarama, Brasil) é o outro zagueiro brasileiro Oita Trinita contratou. Vem depois de uma experiência no FC Famaliçao da Liga NOS (Portugal).

Oita Trinita 2021 footballfashion org futboldesdeasia
Foto: footballfashion.org

N: Que bem! Acho o mesmo! E além disso, você vem treinando individualmente há quase um mês e meio. Como tem sido o processo de espera no Brasil? Tem algo que gostaria destacar desta experiência?
P: Fiquei 2 meses me preparando para chegar na melhor forma possível, treinando com o preparador físico. Estava ansioso para poder vir a Oita.

N: Não sei si você sabe, mas o Oita Trinita é um clube com muita tradição brasileira. Até 35 jogadores brasileiros tem jogado no time, com quase 1000 jogos no total. Os torcedores lembram de jogadores como Magno Alves e Daniel (que foi capitão, e infelizmente faleceu). Com que ilusões você chega a Oita?

P: Que bom que gostam dos brasileiros!!! Chego aqui com pensamento de fazer uma temporada muito boa e continuar no Oita por muitos anos e retribuir esse carinho que os torcedores estão tendo comigo.

N: Tem assistido os jogos. Quais aspectos do campeonato japonês você pode destacar e que diferença você pode notar com o futebol brasileiro (antes de jogar)?

P: Então, eu vi todo os jogos do Oita. O futebol japonês é mais rápido que o do Brasil e os jogadores todos são muito técnico, difícil erram lances fáceis. Acho que vou me adaptar bem.

N: Sim, estamos todos esperando por você! E para as pessoas que ainda não o conhecem, vamos apresentá-lo um pouco: o que você destaca sobre seu estilo de jogo (ou em que aspectos você acha que pode contribuir para o time)?

P: Sou um jogador de muita marcação, e gosto de ir ao ataque quando da. Luto do início ao fim do jogo.

N: Você pode jogar na defesa e no meio do campo. Onde você se sente mais confiante?
P: Não tenho preferência. Gosto de jogar aonde eu vá ajudar a equipe e o treinador escolher.

Matheus Pereira é um médio-defensivo que também sabe o que é jogar como defesa-central e gosta de chegar à área rival. Com o Atlético Goianense estreou-se na Série A neste mesmo ano (Atlético Goianense 1 – Bahia 1, janeiro de 2021).

N: E por falar em um tema um pouco menos futebolístico, pode se definer em três palavras (ou que tipo de cualidades acha importantes nas pessoas)?
P: Eu espero nas pessoas o mesmo que eu sou. Vou colocar 3 mas pode ter muitas mais qualidades (humildade, respeito, sinceridade).

N: E, finalmente, o que você sabe sobre o Japão e Oita? Você já começou a estudar japonês?
P: Sobre Japão e Oita não conheço muito ainda, mas os brasileiros falam muito bem da cidade de Oita, tenho certeza que irei gostar. E, vou começar a fazer aula de japonês para ir me adaptando o mais rápido possível!

Pereira sempre agradeceu o tratamento recebido nas redes sociais pela torcida do Oita Trinita, assim como o tratamento recebido pela equipe técnica e pela time. Ao mesmo tempo, ele tem estado muito próximo e disponível, com a gentileza de me conceder esta entrevista. Ele chega ao Japão com grande entusiasmo e esperamos seu progresso e sucesso. É isso até agora para esta curta entrevista. Espero que tenha ajudado a conhecer um pouco mais um novo jogador da J-League 1. Mais uma vez, muito obrigado a Pereira pela gentileza em responder às perguntas, e para você por lê-las.

Foto de capa: ceroacero.es


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